Friday, October 27, 2006

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Hoje não














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Victor Hudson.

Monday, October 09, 2006

"Por quê?"

Poema de Pedra.



eu fecho os olhos pra entender o que eu vejo

acabo esquecendo todas as vozes

em que não reconheço o óbvio e o equívoco de saber não me explicar



faço do fim o começo num curto instante

suficiente o bastante pra demorar muito ou muito pouco pra saber:



que essa mesma onda

que em mim abre e fecha um mar aberto



de clara profundidade

e raza imensidão na intenção do olhar


bateu em mim já

bem antes de tornar-me pedra




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.victor hudson.

Wednesday, October 04, 2006

Quarta-feira.

Hoje é quarta-feira.
Tô fudido em solfejo.
Meu cérebro certamente dilatou pelas tampa, de ontem pra hoje.
Pão com o ovo é massa.
Pão com alface roxo, repolho roxo, azeite e shôio (escreve assim, esse trem?), também é bom pra caralho.

O bom de estudar, viver, fazer, música,

é que o Seu Jorge toca "Tive Razão" - a versão acústica solo - pra você enquanto volta do centro da cidade, à noite, num cambão cheio de gente farta das obrigações cotidianas, com fome, preocupado e cansado de provas, e notas, e supostas "avaliações".

Amanhã será quinta, e iniciará o recesso de um mês do cefet.

Acho que vou trabalhar nesse mês. Levantar um dinheiro, comprar coisas desnecessárias pro senso comum, estudar as cores do som com a Joana, falar do que eu vi pro Fulano.

Depois é sexta, talvez eu saia com a negada.




*Seu jorge: cantor, compositor, da nova safra da mpb. [ http://www.youtube.com/watch?v=GgqF7dCJwEU ]

*Joana:
minha guitarra guapa.

*Fulano: algumas pessoas, algumas canções, quase rock, quase mpb, minha banda.

Friday, September 29, 2006

Tentativa.

Tentando a gente erra.
A tentativa cria chances de criar, e recriar a criação.
Talvez monstros, talvez amendoeiras, talvez rapadura de abacaxi, talvez um quadro, ou ainda um criado-mudo. Nada disso existiria sem tentativa.
Tentando, o homem pode viver seu dom, seu finito mundo de infinitos desacertos.
Mas sem tentar, ele corre o risco de ter vivido uma vida inteira, sem nunca saber, a calma de que é feita os sonhos.







Amor Tentado

amor.
palavra rasa, de sentido profundo. vários sentidos.
impecável sensação de querer bem,
de sentir extra falta de alguém,
de ouvir música no silêncio,
de encher os olhos em ausência.

amor.
me é um estranho familiar.
bem parecida com outro, mas distinto.
já o vi por aí. ou imaginei já tê-lo visto fora dali, e concluí reconhecê-lo
em tal lugar, repousando sua estranheza bela e euforia, na minha frente, por acaso.

amor.
não deveria tornar-se vampiro, carrasco dos que amam,
castrado por paredes erguidas como templo de virtudes, altar dos que amam.

mas obedece a sua ordem livre, sugar toda a glória existente, ou transformar(destransformar) nalgo mais a própria glória,
do sentimento daqueles que o sentiram com a ponta dos dedos.

o amor,
não é catinga de fundo, eterno.
o amor eterno não vive pra sempre o único, o outro, nem o último, o amor.
subestimado, ele é sensível ao toque, também pensa na morte, também morre.

mas acorda num dia seguinte qualquer, e abre as suas janelas, o amor:
Porque ele não resiste ao buraco negro, sem destino previsto.



.victor hudson.

Tuesday, September 26, 2006

Poema em chamas. Consumo imedi...

À vista


vista exausta

vista clara

o corpo cansa a visão


corpo disposto

corpo cansado

a visão cansa o corpo


corpo inteiro

completo de pedaços

- pedacinhos


enchem os olhos do gigante


quando encherga sossego

naquilo que não vê

Sunday, September 24, 2006

Texto para atualizar mais um domínio bloguístico.

Queria sentir-se homem.
Nada de assinar com inicais minúsculas,
suas boas intenções poéticas em publicações qualquer de blogs, flogs, grogs, seus.
Falar pouco, ou de maneira mansa e desavisada sobre o assunto que fosse,
pior ainda!
Queria sentir-se homem!
E homem que é homem, fala alto sobre assunto sem a menor importância
fora do reino fantástico do mundo da fantasia das fadas morenas e lésbicas, ora pois!
Pera.
Uma coceira, agora.
Bem ali, na dimensão do pescoço, pouco abaixo da orelha.
Está querendo se coçar.
Jamais!
Coçar o pescoço? Isso lá é coisa de homem, porra!
Homem não se coça, não desata laço de presente da tia legal!
homem rasga logo o saco!
Coçar o pescoço? Jamais.
(...)
Levou a mão direita a cabeça.
Ali foi descendo a palma e os dedos em ritmo lento,
passando pela nuca,
antingindo a coçeira do pescoço,
sublinhando a barba de dois dias pela curva do queixo,
até repousar a mão e o corpo, feito a estátua do "Pensador".
Queria sentir-se homem. Pobre rapaz de alma feminina.

Wednesday, September 20, 2006

Outra música minha.

Belê.


não sou troféu
pra você me ganhar

não sou filme
pra você me perder

não sou cura
pra você me achar

não sou a paz
pra você me buscar



não sou razão
pra você me querer

nem sou verdade
pra você me guardar

não sou instrumento
pra você me trocar

nem sou jumento
pra você me guiar




não sou teu olho
nem sou teu cisco

não sou tua boca
nem sou teu ciso

não sou retrato
nem sou máquina

não sou de uva
nem sou de vinho




beleza escondida
lá onde ninguém deixou

beleza esquecida
lá onde niguém foi



beleza rara de se ver .por perto
beleza cara de comer .de graça
beleza farta de viver .criança...



beleza viva
beleza morta

beleza viva
beleza morta

beleza viva
beleza morta


belê.

Monday, September 18, 2006

Tu chupa limão?

Quase agora, abri a geladeira e chupei meia banda de limão...

Tô aqui de pé fudido, sentado.
Hoje não fiz porra nenhuma.
Acordei tarde, almocei logo, tentei estudar pra prova que irei faltar amanhã (vou recorrer aos profs. pra refazer as que vou perder),
tentei ler, tentei ler denovo, tentei dormir, dormi um pouco mais de uma hora, e nada de cumprir com as obrigações - acho que renasci hoje com minhas mazelas de dez anos de idade.

Se nem tudo são flores, muito menos seriam só espinhos. Embora o sabor da simples tristeza pareça fatalmente tentador a algumas pessoas, na minha opnião.

Lá pelas tantas das seis da tarde, iventei de tomar um nescafé. Nalguns dias, isso trata-se mesmo de um ritual.
Um nescafé "forte", pão, ou pão, no fim da tarde. Nada de bolacha ou biscoito. Ritual do café com pão, só com nescafé e pão. Não sei fazer café (na realidade nunca tentei energicamente fazer um).

Comi um resto de inhame, junto. Sei nem como escreve-se isso. Mas não tem importância, não ficou muito bom com nescafé mesmo.

Iventei, então, um sanduíche novo - gosto de me lançar numas aventuras grastronômicas, de vez em quando. Acho que é porque sofro do mal de ter "consciência dos meus atos, ou dos atos de outros" (ao menos os alimentares),
e como muito, ou muito pouco, qualquer coisa.

Sanduíche de rúcula, alface, cebola, e azeite a gosto. Imagino que o segredo seja a rúcula (folhinha verde e armaga), porque com ela, dá pra fazer uma ponte entre
o ardor da cebola e o gosto (será que tem?) do alface. Eu gosto. Pelo menos dá pra comer um bocado e não ficar com a disposição de frango de granja o resto do dia. E a minha já não tava lá essas coisas.

Friday, September 15, 2006

Alarme Falso.

Dei Alarme Falso. Nada de "parto", nem fase, nem face a mais, não é mais que isso. Alarme falso. "Eu Falso Da Minha Vida o Que Quiser", entrega Paulinho Moska, o título de um seus irreparáveis CD´s. Ele falou algo de mim, com isso. Estou também falando dele - e de mim.

[ploft]

Minha vida é foda. A vida é foda! A de outras pessoas também. Uma montanha russa de significados, atravessando trilhos de equívoco sem ligar muito, ou muito pouco - Equívoco? Do que eu tô falando? Eu não sei! Equívocos ou equívoco nenhum!

A existência dispensa o lugar de manifesto. O convite para a vida dispensa o convite, luzes, sapatos, dna, dígitos em um contra cheque, corpos perfeitos, deficiência visual, cão raivoso, Paulinho Moska sem um violão, canditado tal reeleito pela sétima vez.

A vida é uma festa. Deus dá valor um "boneco" também que eu sei (eu que encontro forças não sei de onde, pra entender que não sei isso, e o digo sentindo-me mais leve de uma ponta a outra alma).Nos convidou a tanto tempo, que nos esquecemos constantemente que a festa começa bem antes de acenderem as luzes.

Ia postar um texto que produzi nessa semana. Sobre mim, outras pessoas, e outra coisa que nunca sei direito o que é. Mas, sei lá. É foda isso.

Monday, September 04, 2006

Meu Paradeiro Partiu.

"do parto
eu parti"

para partir novamente
tô por lá:

www.fotolog.net/vendoemquando

Wednesday, August 09, 2006

"No mudo."

no mudo da voz que meu silêncio ouve.


já cansei de tentar me definir-
tentar voltar de onde nunca estive,
parar de ir onde sempre estou.

o que de mim simplesmente sobrevive ao tempo, quando imagino,
a que ponto cheguei,
o quanto bem sucedido fui,
ou amargamente equivocado me mantive?

agora mesmo, por exemplo,
outro mundo é mundo novamente.

daqui pra lá,
no eterno movimento dos corpos,
eterno momento que jamais conheci,

é outro, o antigo mundo.

é velho o mesmo mundo,
em que o mundo se criou,
e no meu, hoje achou de nascer.


.victor hudson.

Wednesday, August 02, 2006

O silêncio não reconhece seu lugar, está sempre presente.

Não queres falar comigo agora.
Não me dissestes nada.
Mas bem, partindo de tal pressuposto, do teu, por mim sondado, imaculado silêncio - não um indiferente e
glacial, rastro apático da bola de neve dalguns amores -, sei que não queres falar comigo.
Talvez tenha sido algo que eu falei. Ou mesmo que deixe de falar. Ambas as possibilidades (considerando aqui, das minhas, alguma natureza de vitalício egoísmo?)
apontam minha irregular capacidade de enchergar, assumir e revelar,
ações e sentimentos, inclusive dos que também não ouso questionar.
Não queres falar comigo agora...
Que coisa deveria eu dizer, se não em minha ânsia de te fazer "ouvir-me", devotar maior respeito ainda ao teu silêncio, silenciando também meu verbo
inflamado de contradição e receio?
Não queres falar comigo agora, tudo bem. Talvez ainda não possas dizer, senão ver, o quê do silêncio do mundo brota, assim que é fecundado junto do teu.

.victor hudson.

Wednesday, July 26, 2006

Música nova.

Menino calado.

Quem te vê assim sentado,
Mal sabe que andas a viajar, parado no teu canto
Horas e léguas daqui...

Quem pensou que a vida se deixa namorar,
Deixou tanto drama no teu drama que outro alguém...

Perto de ti, te abandonou,
Dono de um vazio reincidente,
Vivendo a alegria do acidente.

Apenas falar do que só sabe ver,
Pra ti que tem força pra saber que existe,
É fogo na roupa que o teu silêncio veste,
E pimenta no refresco do ar que teus olhos bebem tão bem, também.

Ouviu, quando O silêncio tinha razão?
Em vão, por acaso ou sorte, sei lá:
Lá vem ele poder, com seu poder de continuar a continuar em nós...

Monday, July 03, 2006

Passado.

Voz desabafada


Novamente o presente converte minha fronte em drama.
Segue de mim, ou para mim - ou os dois-, uma crescente força silenciosa na tensão do cenho, na medida em que algo escuto.
Mas, onde cabe insensato potencial dramático, criador cruel de uma razão corrosiva, e ditador da realidade vivida,
senão nos olhos fundos e fatalmente escurecidos pela carência dalguma vitamina de revelevância, daquele animal, entusiasta da vaidade
por acidente da natureza, vivente íntimo do acaso por sorte?

"O azar é meu, se você o quiser, azar."

Friday, June 30, 2006

"Quem tem consciência para ter coragem? Quem tem a força de saber que existe?..."

Uma poesia ártica,
claro, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos.


Paulo Leminski.

Wednesday, June 21, 2006

Ouvindo Portishead [only you].

Tela-escura.

Agora não tem poesia.
Em letras brancas e estilizadas, surge e progride verticalmente numa tela escura,
poesia alguma: um derradeiro final - estado de apogeu da ânsia, pelo Poeta imaginado
e sofrido por vaidade - para um esboçado-feliz-açucarado começo.
Aquela canção soturna - exaustivamente reproduzida em seus ouvidos - que outrora escutara
um trecho em virtude da boa e velha memória fonográfica, começava, agora, do meio pro fim, desde o início.

Sunday, June 11, 2006

Ex-fera de quatro rodas: Par polido, Par moído.

Te acalma, Victor.
"Tá dormindo", "foi ensaiar", "saiu agora", "não sei aonde".
Cuidado com o tempo, esse mal tempo massacrante:
cotidiano-esmagador, olho-achatado da visão arcana do ser - sentir.
Te acalma que falta nada pro passo seguinte. O relógio no alto estalou.
É o marco zero do teu vôo derradeiro. "Pousa em mim, que nada espero de ti".
Alivia tua ânsia no pouso e em partida - gozo do momento -, mas não te esqueces:
A viagem é uma só.

Máquina do Tempo

Você é tudo que eu tenho.....
Desde que perdi a minha tristeza!

neruda.

Tuesday, May 23, 2006

Absorção.

Todo céu,
Qualquer inferno,
Minha alma nem sempre é tão forte
Pra suportar.

Meu poético suporte, medo maior,
É pois estar para tudo que há na vida:
Infinito amor, morte,
Acaso de sina ou sorte...

Thursday, May 18, 2006

Sobre alguma coisa em torno do estranho destino das coisas serem extamente o que são.

A aranha no teto do banheiro.
Ela tava lá - ainda deve estar - parada, de cabeça pra baixo, com a patas no teto...
Isso é "minha" opnião. A conclusão limitada de um homem que acha que sabe que sabe.
Fui ao banheiro, dei uma bela de uma mijada, e encherguei a aranha, só. Encherguei a aranha... Bem, há quem diga que só enchergamos aquilo que queremos ver. A aranha no teto então, parecia-me do tipo paciente... do tipo paciente mas que "não leva desaforo pra casa". Ou ainda, acabara de levar desaforo pra casa, e ali aliava determinada rabugice cotidiana ao seu signo regente - capricónio, provavelmente. Mas possivelmente, dadas as circunstâncias, probabilidades, inconstâncias, e o horário, ela só estava tirando uma cesta.