É um saco.
Você tem uma idéia, liga o pc, pensa "pow, tenho de por um título", deixa outros blogs, flogs, qzrogs e bulowigsss tomaram a dianteira do pensamento e do micro, e enquanto isso o que queria escrever, dizer, ser regristrado, "pega o beco", "droba à esquerda", "não tá mais nem aqui".
Hoje tive um dia agitado, nessa minha consciência pseudo-cosmopolita litorânea. Mas queria dizer que ter um blog é algo fantástico. Não há segredo. Você escreve, descreve, blá blá blá, não diz nada, fala mais do que deveria, e está tudo aí... pra quem quiser ler. "Infinito Particular", diria srta. Marisa (claro q a ouuuuuço...).
Aliás, alguém ae já ouviu esse novo CD dela? Infinito Particular. O nome já sugere um atrativo. Mas não é interessante supor que há tantos infinitos particulares por aí quanto há pessoas?!
Ínfimos infinitos particulares, destribuíbos por todos os cantos, encantos, e lares. Portas de entrada e saída, que só a cada um foi confiada determinado caminho e responsabililadade.
Infinito, infinito... que idéia mais - infinito particular ? -, ilustraria tanta beleza e indagação!?
Enfim, vos deixo com algo de alguém que talvez saiba do que fala:
"Pois viver deveria ser - até o último pensamento e derradeiro olhar - transformar-se."
Titia Lya Luft.
Saturday, March 25, 2006
Monday, March 20, 2006
Sonho pós-carnaval.
Era carnaval. Numa das duas casas onde a Tia Jacinta nos acomodou, eu andava de um lado para outro olhando o que os outros
estavam fazendo. Eram eles: Baby, Daniel, Cabeça, Jamille, Rafamen, Dourado, Carlim e Divino. Parecia haver "mais alguém" na
casa. Alguém cujo nome não era do nosso conhecimento, no entanto, "A pessoa" não nos era estranha nem ausente.
Lá fora, na rua, por volta das 17hrs, as pessoas começavam a se agrupar e preencher as ruas - as calçadas, agora, gozavam
solidão em sua liberdade, pois em algum ponto, desabrocharam desinteressantes, feito flor sem espinho.
Resolvemos dar uma volta. Logo defronte, pessoas e pessoas logo providenciaram ansiedade nos meus olhos.
Alexandre Frota está aqui? Nesse carvanal litorâneo entre tanta gente, no nosso carnaval?
Ele me conhece. Não ouvi pronunciar meu nome, mas eu sei. Troca uma gaiatice ou outra comigo. Seria carnavalesca?
Lhe indenizo a oferta do bom humor com humor. Seus amigos, que ao lado, em pé, estavam, riem bastante e até mais que nós.
De algum lugar escorreu por todos os cantos, a noite. Escuríssima. Somente clara, as vontades.
Em torno da Tv, na área da frente, num desses sofás que contornam a mesinha de centro da sala, entre almofadas e risos, as
horas da primeira noite passeavam conosco, de mãos dadas e passos curtos.
Outrora, ainda a tarde, observei a casa, de pé na linha do portão de entrada. Eu já havia visto a casa. Até estado nela.
Nos conhecemos em outra ocasião. Mas não num carnaval, ou praia. Nós, eu e a casa, éramos
os mesmos de antes, a vida que ali inisistia é que não.
Então, alguém força com sutileza o portão de entrada. Eu sabia que isso aconteceria. A casa e eu nos conhecíamos.
Mas como? Sem palavras ditas quase por automatismo, a alguém que queremos conosco sem precisar?
Era um ladrão. Na realidade, não era. Só mais um infeliz a mando de outro infeliz, que
acata ordens dum terceiro infeliz de raciocínio mais rápido.
Quando esse enfim arromba a fechadura, é surpreendido por mim, Daniel, Baby e Divino.
Estávamos juntos a porta de entrada, esperando entender o incoveniente.
O infeliz apovora-se. O que ele esperava? Mulheres semi-nuas, sabor jujuba, completamente eembreagadas?
Divino, o mais próximo da entrada, é surpreendido por uma gravata do Incoveniente. Na mão do pilantra,
uma tesoura de podar arbusto ajuda a estender o drama nos olhos dos que assistiam - os mais apavorados, talvez -
o episódio inusitado: Dourado, Carlim, Jamille, Rafamen e Cabeça.
A aparente existência do "sem-nome", se intensifica na momento da tensão. Eu sinto. Enfim surpreendo o ladrão e resgato o Divino,
em seguida, atinjo o braço esquerdo do infeliz com a tesoura de podar. Esse então, corre absurdamente rápido, não o alcanço.
Ele fogiu. Nós ficamos bem.
É tarde novamente. Quero encontrar algo, ou alguém, que não recordo direito. Certo apenas, me é, a falta desse "algo". Cruzo
com alguém assitindo Tv enquanto atravesso as divisões da casa, acho que é o Carlim.
Saio pela porta da frente, atravesso a calçada, prossigo caminho pela rua. Faz muito Sol mas o calor é modesto. Dobro na
primeira rua a direita, é o rumo do mar. No momento, enchergava de longe o mela-mela que dava as caras na orla.
Achei o Dourado. Sentado numa cadeira de plástico - dessas vermelhas feitas pra quebrar, e com merchan de cerveja. Ele toca
uma composição de acordes soltos sem rigor de tempo, num violão velho acomodado no colo. Acho que é o dele.
Então, ao me aproximar ainda mais, escuto ele dialogar com alguém em tom de graça, porém sério na imposição. Quem seria?
Um amigo desses antigos a quem acabamos por devotar respeito por sempre acabar ali, diante de nós, compartilhando sutilezas
e conversas que nunca terminam?
Era uma cabra azul! Os dois conversavam algo sério e mantinham uma frequência calmíssima. Não sei realmente se era uma cabra.
Acho que era mais como uma ovelha. Talvez tivessi chifres, não lembro.
Fiquei desconcertado com a imagem. Dourado conversando com uma cabra azul que talvez possuíssi chifres? (Hein?) Eu queria e sabia
que não podia rir. Ri assim mesmo. Não suportei o peso, no abdômen, no olhos...
Retruquei a cena em tom de ironia de criança precoce. "Eu tô atrapalhando alguma coisa?", disse.
A cabra, irônicamente com a áurea de quem não quer ou pode perder a esperança na boa índole dos homens, responde, "Talvez você
atrapalhe". Nesse momento, respiro um ar frio e profético enquanto o dito cabreiro ecoa nos meus ouvidos. Dourado ria sutilmente
apenas.
Continuo a caminhada até a praia. Quando haveria de achar o que me guiava até ali, e adiante? Ali? Adiante?
Chegando num aglomerado de pessoas entre alguns coqueiros, alguém me suja de maisena. Dourado, Cabeça, Divino e Carlim, de
repente seguem logo atrás, me viro bem rápido e os vejo perto.
De repente estou de pé sob um quadrado de concreto na areia. Um único quadrado, não um caminho composto por vários quadrados pra chegar
e ir a algum lugar. O barulho agora está longe. Ainda vejo as pessoas, porém menores, e não as ouço. Ainda é a mesma praia, o mesmo Sol. Só não
é o mesmo, o vento. Sinto que entre os meus dedos tecem constantes luvas, que vez ou outra, devem revestir e proteger parte do mundo de uma ameaça
invisível.
Uma imagem infante parece me dizer que ainda não achei o que estava procurando, ou o que me procurava. Maior agora, sentia a
mistura de uma nova busca e descoberta que iniciava ali.
estavam fazendo. Eram eles: Baby, Daniel, Cabeça, Jamille, Rafamen, Dourado, Carlim e Divino. Parecia haver "mais alguém" na
casa. Alguém cujo nome não era do nosso conhecimento, no entanto, "A pessoa" não nos era estranha nem ausente.
Lá fora, na rua, por volta das 17hrs, as pessoas começavam a se agrupar e preencher as ruas - as calçadas, agora, gozavam
solidão em sua liberdade, pois em algum ponto, desabrocharam desinteressantes, feito flor sem espinho.
Resolvemos dar uma volta. Logo defronte, pessoas e pessoas logo providenciaram ansiedade nos meus olhos.
Alexandre Frota está aqui? Nesse carvanal litorâneo entre tanta gente, no nosso carnaval?
Ele me conhece. Não ouvi pronunciar meu nome, mas eu sei. Troca uma gaiatice ou outra comigo. Seria carnavalesca?
Lhe indenizo a oferta do bom humor com humor. Seus amigos, que ao lado, em pé, estavam, riem bastante e até mais que nós.
De algum lugar escorreu por todos os cantos, a noite. Escuríssima. Somente clara, as vontades.
Em torno da Tv, na área da frente, num desses sofás que contornam a mesinha de centro da sala, entre almofadas e risos, as
horas da primeira noite passeavam conosco, de mãos dadas e passos curtos.
Outrora, ainda a tarde, observei a casa, de pé na linha do portão de entrada. Eu já havia visto a casa. Até estado nela.
Nos conhecemos em outra ocasião. Mas não num carnaval, ou praia. Nós, eu e a casa, éramos
os mesmos de antes, a vida que ali inisistia é que não.
Então, alguém força com sutileza o portão de entrada. Eu sabia que isso aconteceria. A casa e eu nos conhecíamos.
Mas como? Sem palavras ditas quase por automatismo, a alguém que queremos conosco sem precisar?
Era um ladrão. Na realidade, não era. Só mais um infeliz a mando de outro infeliz, que
acata ordens dum terceiro infeliz de raciocínio mais rápido.
Quando esse enfim arromba a fechadura, é surpreendido por mim, Daniel, Baby e Divino.
Estávamos juntos a porta de entrada, esperando entender o incoveniente.
O infeliz apovora-se. O que ele esperava? Mulheres semi-nuas, sabor jujuba, completamente eembreagadas?
Divino, o mais próximo da entrada, é surpreendido por uma gravata do Incoveniente. Na mão do pilantra,
uma tesoura de podar arbusto ajuda a estender o drama nos olhos dos que assistiam - os mais apavorados, talvez -
o episódio inusitado: Dourado, Carlim, Jamille, Rafamen e Cabeça.
A aparente existência do "sem-nome", se intensifica na momento da tensão. Eu sinto. Enfim surpreendo o ladrão e resgato o Divino,
em seguida, atinjo o braço esquerdo do infeliz com a tesoura de podar. Esse então, corre absurdamente rápido, não o alcanço.
Ele fogiu. Nós ficamos bem.
É tarde novamente. Quero encontrar algo, ou alguém, que não recordo direito. Certo apenas, me é, a falta desse "algo". Cruzo
com alguém assitindo Tv enquanto atravesso as divisões da casa, acho que é o Carlim.
Saio pela porta da frente, atravesso a calçada, prossigo caminho pela rua. Faz muito Sol mas o calor é modesto. Dobro na
primeira rua a direita, é o rumo do mar. No momento, enchergava de longe o mela-mela que dava as caras na orla.
Achei o Dourado. Sentado numa cadeira de plástico - dessas vermelhas feitas pra quebrar, e com merchan de cerveja. Ele toca
uma composição de acordes soltos sem rigor de tempo, num violão velho acomodado no colo. Acho que é o dele.
Então, ao me aproximar ainda mais, escuto ele dialogar com alguém em tom de graça, porém sério na imposição. Quem seria?
Um amigo desses antigos a quem acabamos por devotar respeito por sempre acabar ali, diante de nós, compartilhando sutilezas
e conversas que nunca terminam?
Era uma cabra azul! Os dois conversavam algo sério e mantinham uma frequência calmíssima. Não sei realmente se era uma cabra.
Acho que era mais como uma ovelha. Talvez tivessi chifres, não lembro.
Fiquei desconcertado com a imagem. Dourado conversando com uma cabra azul que talvez possuíssi chifres? (Hein?) Eu queria e sabia
que não podia rir. Ri assim mesmo. Não suportei o peso, no abdômen, no olhos...
Retruquei a cena em tom de ironia de criança precoce. "Eu tô atrapalhando alguma coisa?", disse.
A cabra, irônicamente com a áurea de quem não quer ou pode perder a esperança na boa índole dos homens, responde, "Talvez você
atrapalhe". Nesse momento, respiro um ar frio e profético enquanto o dito cabreiro ecoa nos meus ouvidos. Dourado ria sutilmente
apenas.
Continuo a caminhada até a praia. Quando haveria de achar o que me guiava até ali, e adiante? Ali? Adiante?
Chegando num aglomerado de pessoas entre alguns coqueiros, alguém me suja de maisena. Dourado, Cabeça, Divino e Carlim, de
repente seguem logo atrás, me viro bem rápido e os vejo perto.
De repente estou de pé sob um quadrado de concreto na areia. Um único quadrado, não um caminho composto por vários quadrados pra chegar
e ir a algum lugar. O barulho agora está longe. Ainda vejo as pessoas, porém menores, e não as ouço. Ainda é a mesma praia, o mesmo Sol. Só não
é o mesmo, o vento. Sinto que entre os meus dedos tecem constantes luvas, que vez ou outra, devem revestir e proteger parte do mundo de uma ameaça
invisível.
Uma imagem infante parece me dizer que ainda não achei o que estava procurando, ou o que me procurava. Maior agora, sentia a
mistura de uma nova busca e descoberta que iniciava ali.
Thursday, March 09, 2006
Sunday, March 05, 2006
Outra máscara.
de mim caiu mais uma máscara
o que fica após? - existia algo atrás que ali ficava antes da queda? -
outra máscara a espreita da frenquência da luz,
calculando a guarda,
prevendo coisa com coisa que não se pode prever
enquanto também não cai?
não. não sei como, mas não sei
como a sensação de sensatez parece brotar deveras prudente quando nossas máscaras caem
no chão. quando a aparição pela exposição dos nossos erros ofusca qualquer verdade maior.
como retomar com maior força a consciência de ser errante no sonho único, que fica e começa
pela metade.
o que fica após? - existia algo atrás que ali ficava antes da queda? -
outra máscara a espreita da frenquência da luz,
calculando a guarda,
prevendo coisa com coisa que não se pode prever
enquanto também não cai?
não. não sei como, mas não sei
como a sensação de sensatez parece brotar deveras prudente quando nossas máscaras caem
no chão. quando a aparição pela exposição dos nossos erros ofusca qualquer verdade maior.
como retomar com maior força a consciência de ser errante no sonho único, que fica e começa
pela metade.
Friday, March 03, 2006
Falta de absurdo.
Esse não é um blog inteligente. Se é que, um "blog" ele venha a ser. Atualizo ele poquíssimas vezes. Não é um blog inteligente porque não pertence a um dono inteligente. Se eu fosse, utilizaria essa ferramenta inimaginável e prática, para fins lucrativos, altruísmo, terrorismo-onlline... mas, sei bem pouco ou quase nada além das matérias dos telejornais, e revistas. Acho que, no fundo, imagino a possibilidade de um E.T. no outro lado da tela, lendo ele - "o meu blog" -, e imaginando algum outro absurdo nunca visto antes no mundo dele.
Tuesday, February 21, 2006
Monday, February 13, 2006
Sunday, February 12, 2006
Acaso de vida ou morte.
Vida
procurei uma foto, uma palavra
uma frase, um ponto final
uma música, um acorde
um instrumento silencioso...
da vida não há fuga
se dela cansei
se nela inventei
desafiei o tempo o tédio a irônia
criei e rompi casos com heróis fantasmas
vivi o acaso com um par de pernas que em canto nenhum soube ficar
incessante
sempre a dar o ar de sua graça
a terminar e começar na largura dos pulmões
a romper e cumpri promessas no apogeu dos astros
destemerosa e pontual
presente
só a vida se encontra
procurei uma foto, uma palavra
uma frase, um ponto final
uma música, um acorde
um instrumento silencioso...
da vida não há fuga
se dela cansei
se nela inventei
desafiei o tempo o tédio a irônia
criei e rompi casos com heróis fantasmas
vivi o acaso com um par de pernas que em canto nenhum soube ficar
incessante
sempre a dar o ar de sua graça
a terminar e começar na largura dos pulmões
a romper e cumpri promessas no apogeu dos astros
destemerosa e pontual
presente
só a vida se encontra
Sunday, January 29, 2006
"Nada", dá em quê mesmo?
Bom. Estou pensando - ao longo que organizo - em montar uma seleção de poemas meus. Vou postar alguns ao longo dessas semanas próximas. Esse que segue é algum tipo de intento gaucho e instrutivo para os demás. Escolhi esse título - velas ao vento - pq passa a idéia de algo exposto, impreciso e aberto. Pro bem o pro mal espero que seja do deleite de alguns .
Velas ao vento
As palavras aqui encontradas
Inutilmente
Entusiastamente
Aparentemente
Por acaso
Todas aparência
Todas gastas
Todas vivas
Se encontrarão-desencontrarão todas enfileiradas afim de validar um único ponto de vista.
Com tantos pontos
contrapontos
E nebulosas.
Velas ao vento,
Chama que queima
Barco que navega
Vê-las luzir
Perca-as de vista
Saturday, January 28, 2006
Passado. Pessoa.
A mesma - Falar no passado - isso deve ser belo, porque é inútil e faz tanta pena...
Segunda - Falemos, se quiserdes, de um passado que não tivéssemos tido.
Terceira - Não. Talvez o tivéssemos tido...
Primeira - Não dizeis senão palavras. É tão triste falar! É um modo tão fácil de nos esquecermos!... Se passeássemos?...
Terceira - Onde?
Primeira - Aqui, de um lado para outro. Às vezes isso vai buscar sonhos.
Terceira - De quê?
Primeira - Não sei. Por que o havia eu de saber?
(Fragmento de "O marinheiro", Fernando Pessoa)
Segunda - Falemos, se quiserdes, de um passado que não tivéssemos tido.
Terceira - Não. Talvez o tivéssemos tido...
Primeira - Não dizeis senão palavras. É tão triste falar! É um modo tão fácil de nos esquecermos!... Se passeássemos?...
Terceira - Onde?
Primeira - Aqui, de um lado para outro. Às vezes isso vai buscar sonhos.
Terceira - De quê?
Primeira - Não sei. Por que o havia eu de saber?
(Fragmento de "O marinheiro", Fernando Pessoa)
Saturday, January 21, 2006
O que era mesmo que eu queria dizer?
Mas que coisa. Quando dei por mim, já estava aqui!
Pés no chão, mão no queixo.
Apenas nítida a peleja do corpo travada contra a gravidade, e a sensação de inércia nos sentidos. Sentidos que se repetem, intermináveis e ininterruptos.
Peleja essa, que ao menor movimento, já estrondosa ecoa e compõe, infinitas canções pela mínima tensão de cada fibra de cada ser repleto de paixão e esquecimento.
Mais uma vez, por não, e "para terminar":
O que era mesmo que eu queria dizer?
Pés no chão, mão no queixo.
Apenas nítida a peleja do corpo travada contra a gravidade, e a sensação de inércia nos sentidos. Sentidos que se repetem, intermináveis e ininterruptos.
Peleja essa, que ao menor movimento, já estrondosa ecoa e compõe, infinitas canções pela mínima tensão de cada fibra de cada ser repleto de paixão e esquecimento.
Mais uma vez, por não, e "para terminar":
O que era mesmo que eu queria dizer?
Tuesday, January 17, 2006
Engarrafamento (e)...
Não queria reclamar.
Hoje não fiz nada que queria fazer.
E uma barata entrou na minha calça.
[Pensando...]
É possível inventar cerveja (com álcool) que não cause ressaca?
Hoje não fiz nada que queria fazer.
E uma barata entrou na minha calça.
[Pensando...]
É possível inventar cerveja (com álcool) que não cause ressaca?
Sunday, January 15, 2006
Cão que não ladra, não mama.
Sentado em meu quarto, chegando a página 8 de "Os tolos morrem antes", a Luna começa a latir.
No meu som toca os primeiros minutos de "pride" do u2, em volume nada conciliável ao sono dos vizinhos.
E no quarto da minha mãe, lá pelos 30clicks do volume, o Big Blerg Brasil dá cabo a sinfonia indigesta do doce lar.
"Cala a boca, Luna!"
"Que é que esse cachorro quer?"
"Zzzzzuuuuaaaaaaaada, rapaz!!!"
Por que os cachorros latem quando há comida, água trocada, e barulho discrepante ao lado de seu aguçado ouvido?
Bom, dos outros eu não sei, mas a Luna não suporta os ruídos (gato, cachorro, papagaio, manga... ) camuflados no véu da noite, e não dispensa a minha mão coçando a parte de trás da zureba direta dela.
Cocei a zureba dela. Acho que ela se calou.
Pera... acabou de latir.
No meu som toca os primeiros minutos de "pride" do u2, em volume nada conciliável ao sono dos vizinhos.
E no quarto da minha mãe, lá pelos 30clicks do volume, o Big Blerg Brasil dá cabo a sinfonia indigesta do doce lar.
"Cala a boca, Luna!"
"Que é que esse cachorro quer?"
"Zzzzzuuuuaaaaaaaada, rapaz!!!"
Por que os cachorros latem quando há comida, água trocada, e barulho discrepante ao lado de seu aguçado ouvido?
Bom, dos outros eu não sei, mas a Luna não suporta os ruídos (gato, cachorro, papagaio, manga... ) camuflados no véu da noite, e não dispensa a minha mão coçando a parte de trás da zureba direta dela.
Cocei a zureba dela. Acho que ela se calou.
Pera... acabou de latir.
Friday, January 13, 2006
Foi nesse instante.
No momento
No momento
Não sei que vou morrer
Se irei viver ou não
Se irei sonhar ou findar sonhos homéricos
E se irei apreciar a atualizada beleza diminuta
Que por anos o mundo fielmente
Finalmente e provavelmente irá me oferecer
Não sei
No momento
Sei da vida nesse instante
Nesse exato momento
Da ausência das cores
Do ofuscamento da luz
Da coceira e do calor
Da presença de determinada sobriedade
Que me possibilita minutos de euforia nenhuma
E dalgum lugar traz toda a calma do mundo
Que retorna a não bastar...
No momento
Sei que até a hora de dormir
Os olhos assistiram ao caminho de volta
E mesmo que volte de onde saí
Não sei o que vou enchergar
No momento
Não sei que vou morrer
Se irei viver ou não
Se irei sonhar ou findar sonhos homéricos
E se irei apreciar a atualizada beleza diminuta
Que por anos o mundo fielmente
Finalmente e provavelmente irá me oferecer
Não sei
No momento
Sei da vida nesse instante
Nesse exato momento
Da ausência das cores
Do ofuscamento da luz
Da coceira e do calor
Da presença de determinada sobriedade
Que me possibilita minutos de euforia nenhuma
E dalgum lugar traz toda a calma do mundo
Que retorna a não bastar...
No momento
Sei que até a hora de dormir
Os olhos assistiram ao caminho de volta
E mesmo que volte de onde saí
Não sei o que vou enchergar
Tuesday, January 10, 2006
Monday, January 09, 2006
Acordei as cinco e meia.
É isso! passei no Cefet!
Me matriculei hoje. Foi foda, pra variar. Tenho forte tendência a desacertos diante duma ficha de dados pessoais, impressionante...
Acordei as cinco e meia, tomei a boa e velha Topic 55, esperei o Banco do Brasil (da reitoria da UFC) abrir as oito, um pássaro cagou em mim, levei aquele chuvisco das sete e meia, voltei pra casa - percebi que havia deixado o boleto de pagamento noutra pasta, e, bom, retornei e me matriculei. =]
Enfim, não importa o que você faça, se você não fizer o que tem de ser feito, o resto parece dispensável.
Um passarinho me disse isso.
Me matriculei hoje. Foi foda, pra variar. Tenho forte tendência a desacertos diante duma ficha de dados pessoais, impressionante...
Acordei as cinco e meia, tomei a boa e velha Topic 55, esperei o Banco do Brasil (da reitoria da UFC) abrir as oito, um pássaro cagou em mim, levei aquele chuvisco das sete e meia, voltei pra casa - percebi que havia deixado o boleto de pagamento noutra pasta, e, bom, retornei e me matriculei. =]
Enfim, não importa o que você faça, se você não fizer o que tem de ser feito, o resto parece dispensável.
Um passarinho me disse isso.
Sunday, January 08, 2006
Dor de barriga.
Puta que pariu.
O que é pior, dor de barriga, intolerância paterna, ou dor de barriga com intolerância paterna junto ao sarcasmo de terceiros?
O que é pior, dor de barriga, intolerância paterna, ou dor de barriga com intolerância paterna junto ao sarcasmo de terceiros?
Saturday, January 07, 2006
Acho que esse é meu quinto blog.
Já comecei outros tantos blog´s.
Em virtude disso, cá estou intentando emplacar mais um! que audácia...
É uma frustação!
Esses blogs, flogs, grogs, frogs, parece que são eternos!
A gente morre de escrever e lê-los e ainda assim parecem vagos, irrevelados, secretos, tristes, conciliáveis, e intermináveis.
É que nem diria o sábio Mução, - não subestimem nem se prendam as suposições que um "condinome-beijaflor" pode designar - "isto também é que nem catinga de fundo, é pra sempre".
Fuleragi all naiti. A gente se vê por aqui.
Em virtude disso, cá estou intentando emplacar mais um! que audácia...
É uma frustação!
Esses blogs, flogs, grogs, frogs, parece que são eternos!
A gente morre de escrever e lê-los e ainda assim parecem vagos, irrevelados, secretos, tristes, conciliáveis, e intermináveis.
É que nem diria o sábio Mução, - não subestimem nem se prendam as suposições que um "condinome-beijaflor" pode designar - "isto também é que nem catinga de fundo, é pra sempre".
Fuleragi all naiti. A gente se vê por aqui.
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